Wednesday, August 29, 2007

ode ás forças de maré...

há uma força peculiar...
torna os meus pés mais da terra do que a minha cabeça,
quando caminho como deve ser...


só existe, mas é uma ilusão...
ilusão que se sente, porque há algo que nos atrai na energia,
seja matéria ou conceito indefenível,
pelo abstracto que nos escapa e fascina...

há uma força que até os buracos negros,
aquelas singularidades das variedades que escolhemos,
faz evaporar, roubando o que o universo empresta,
tornando real o que era virtual...
fazendo brilhar as suas trevas...

"...real o que era virtual..."
é este o segredo?
diz-me se já sentiste...
diz-me se já viste ou alguém te contou...

forças de maré,
essas de que te falo,
quando o sonho acontece no final?


havendo isso que não existe afinal mas se presta a agir,
não deixa de ser caricato e peculiar,
que é uma dádiva da mais fraca das interacções...

essa...
a que me faz pensar que a energia não é o que se pensa

e separa os meus pés da minha cabeça...



Monday, August 27, 2007

a fase das coisas...

um dia disseram-me que a matéria tem estados...

ora sólida, ora líquida, ora gasosa.

depois aprendi que não é bem assim... afinal tem fases... é tudo uma questão de pressão e temperatura, diz-se...

ora sólida, ora líquida, ora gasosa, ora plasma.

muda a energia, muda o comportamento, mudam os graus de liberdade... sim, a matéria.

ora sólida, ora líquida, ora gasosa, ora plasma, ora condensado de Bose-Einstein.

e, claro está, existem aqueles momentos estranhos, aquando das mudanças de fase, onde as coisas continuam a ser, mas estão indecisas, parece. mas só parece... a matéria continua a ir, numa questão de pressão e temperatura...

e é bonito de se ver...

ah, mas afinal há mais que se lhe diga... soube certo dia que o espaço-tempo (tu sabes, o vazio que enche o Universo) também tem fases.

e aqui tudo ficou estranho... que é como quem diz mágico pela diferença, pelo diferencial que nos atrai tanto.

as fases são aquelas que têm de ser naquele momento. ás vezes são-no fora de tempo, fora de pressão, fora de temperatura certas... mas um toquezinho, com ou sem dedos ou matéria, e PUF! lá vai para onde é suposto estar...

e tudo isto leva-me à pergunta...

será a mente matéria?

tenho saído...

(da caixa , aquela que não se vê mas alguns pressentem)

...pensado no que importa, seja efémero ou permanente.

ontem estive bem pertinho de ceder, olhar para bem pertinho apenas...

é tão bom o pertinho... mas não se sacrificas o distante... distantezinho, se me permites dar-lhe o carinho devido...

e, no final de contas, o que é precioso vale sempre a pena... e ainda que esteja distantezinho, nunca deixará de estar bem pertinho...

decidi! não guardo nada, seja objecto ou pensamento, que não seja precioso para mim!