este homem é um senhor, então visto (e ouvido) ao vivo... e sendo num daqueles momentos de congruência quântica coruscante, ainda mais...
nota explicativa: "e o que é a congruência quântica coruscante?", alguém talvez se pergunte (ordem das palavras escolhida deliberadamente)... não sei, acabei de inventar... mas soou-me bem... têm a cor festiva do momento =)
Friday, November 30, 2007
Friday, November 23, 2007
quando era pequenino...
...brincava ao faz de conta!
"eu agora era um astronauta!"
"eu agora era um rei!"
"eu agora era um ninja!"
"eu agora era um cientista!" (sim, também...)
(...)
tinha um castelo feito de giestas à frente de minha casa, com passagens secretas e tudo, onde passava as minhas tardes, ao voltar da escola. eu, o meu castelo, e o universo que eu criasse nesse fim de tarde...
subia paredes, àrvores e muros. tinha uma fortaleza com trono e tudo lá na floresta, que conseguia ver lá ao fundo pela janela, atrás de minha casa. era (será que ainda é?) uma pedra enorme na orla de uma pequena floresta... ah, mas era a minha floresta!
e tantas mais coisas... fantasias passadas lá entre as estrelas, ou em universos cheios de coisas diferentes e estranhas, princesas e criaturas bizarras, ali mesmo ao pé de minha casa...
depois cresci...
...e aqui estou eu, na minha respeitável (?) ocupação diária, a dizer...
"agora o universo tinha uma densidade de vácuo diferente de zero!"
"agora a matéria e energia escuras comportavam-se como um gás de pressão negativa!"
(...)
e, enquanto o código compila, a minha mente deixa-se levar para aquele universo que quase existe aqui, mesmo à minha frente...
...gostava que fosse parecido ao nosso universo... mas diferente...
"eu agora era um astronauta!"
"eu agora era um rei!"
"eu agora era um ninja!"
"eu agora era um cientista!" (sim, também...)
(...)
tinha um castelo feito de giestas à frente de minha casa, com passagens secretas e tudo, onde passava as minhas tardes, ao voltar da escola. eu, o meu castelo, e o universo que eu criasse nesse fim de tarde...
subia paredes, àrvores e muros. tinha uma fortaleza com trono e tudo lá na floresta, que conseguia ver lá ao fundo pela janela, atrás de minha casa. era (será que ainda é?) uma pedra enorme na orla de uma pequena floresta... ah, mas era a minha floresta!
e tantas mais coisas... fantasias passadas lá entre as estrelas, ou em universos cheios de coisas diferentes e estranhas, princesas e criaturas bizarras, ali mesmo ao pé de minha casa...
depois cresci...
...e aqui estou eu, na minha respeitável (?) ocupação diária, a dizer...
"agora o universo tinha uma densidade de vácuo diferente de zero!"
"agora a matéria e energia escuras comportavam-se como um gás de pressão negativa!"
(...)
e, enquanto o código compila, a minha mente deixa-se levar para aquele universo que quase existe aqui, mesmo à minha frente...
...gostava que fosse parecido ao nosso universo... mas diferente...
e sonho com castelos, princesas, criaturas extraordinárias, grandes aventuras e máquinas do tempo... quanto a estas até dedico, de tempos a tempos, algum tempo a pensar em todos os "e se"s, "como"s e afins que consigo, com as ferramentas que a física me tem dado...
bem... a verdade é que ainda sonho com coisas que não são, desejando que fossem, possam elas vir a ser ou não.
ah!... e ainda subo paredes, árvores e muros...
bem... a verdade é que ainda sonho com coisas que não são, desejando que fossem, possam elas vir a ser ou não.
ah!... e ainda subo paredes, árvores e muros...
deixa-me cá ver se o código já compilou o meu novo universo...
Friday, November 16, 2007
curioso...
descobri que tenho vários modos de operação. uns três, pelo menos. em geral operam simultaneamente, embora com intensidades diferentes. um deles é o físico (i call it The Doctor). quando está em alta, traz optimismo, engenho e uma postura decontraida. talvez tenha a ver com aquela investigação que sugere que a nossa personalidade muda quando falamos em diferentes línguas [1], quem sabe porque não podemos aprender uma lingua nova sem receber um pouco da cultura que a criou...
seja como for, a física traz consigo toda uma cultura transversal às nacionalidades. basta ir ao um congresso internacional de físicos para verificar isso ;) além de, claro está, termos uma linguagem muito própria... não, não falo de termos técnicos e afins... falo da linguagem da Natureza, aquela que nós não inventamos, apenas aprendemos a representar com a nossa notação: a matemática. a matemática não é criada. existe. é temida por muitos, mas a sua beleza é incomensurável quando consegues vê-la, e não apenas olhar para ela... então quando está ligada ao mundo físico... não consigo exprimir por palavras o dia em que tive um vislumbre da beleza do universo, tal como expresso pela Relatividade Geral... é a física que embeleza a matemática, neste caso a geometria diferencial, tornando-a simples... sim, simples é a palavra... mas a beleza e simplicidade físicas parecem exigir complexidade matemática...
beleza... existe outro modo de operação, daqueles, dos meus... o músico. merece um post só seu, mas se falo dele agora é porque quando o físico está em alta, puxa o músico para cima, e vice versa. por alguma razão a maior parte dos físicos têm um escape artístico (quem não se lembra do Einstein e o seu violino?). E alguém sugeriu [404... hei de reencontrar esse link...] que isso se verifica porque essas duas actividades partilham áreas funcionais no cérebro humano. Claro que eu não preciso que um neurologista me diga isso. sou físico. sei que fazer física é uma forma de arte. e sou músico. procuro encontrar sentido nos ritmos do mundo físico de que faço parte.
e no meio disto tudo, quando o físico está aqui, e consigo realmente ser físico e fazer física, sinto que tenho um propósito... e isso é essencial para qualquer ser humano. é uma das peças... curioso... acabei de me aperceber que os meus modos de operação correspondem às peças da felicidade...
:)
seja como for, a física traz consigo toda uma cultura transversal às nacionalidades. basta ir ao um congresso internacional de físicos para verificar isso ;) além de, claro está, termos uma linguagem muito própria... não, não falo de termos técnicos e afins... falo da linguagem da Natureza, aquela que nós não inventamos, apenas aprendemos a representar com a nossa notação: a matemática. a matemática não é criada. existe. é temida por muitos, mas a sua beleza é incomensurável quando consegues vê-la, e não apenas olhar para ela... então quando está ligada ao mundo físico... não consigo exprimir por palavras o dia em que tive um vislumbre da beleza do universo, tal como expresso pela Relatividade Geral... é a física que embeleza a matemática, neste caso a geometria diferencial, tornando-a simples... sim, simples é a palavra... mas a beleza e simplicidade físicas parecem exigir complexidade matemática...
beleza... existe outro modo de operação, daqueles, dos meus... o músico. merece um post só seu, mas se falo dele agora é porque quando o físico está em alta, puxa o músico para cima, e vice versa. por alguma razão a maior parte dos físicos têm um escape artístico (quem não se lembra do Einstein e o seu violino?). E alguém sugeriu [404... hei de reencontrar esse link...] que isso se verifica porque essas duas actividades partilham áreas funcionais no cérebro humano. Claro que eu não preciso que um neurologista me diga isso. sou físico. sei que fazer física é uma forma de arte. e sou músico. procuro encontrar sentido nos ritmos do mundo físico de que faço parte.
e no meio disto tudo, quando o físico está aqui, e consigo realmente ser físico e fazer física, sinto que tenho um propósito... e isso é essencial para qualquer ser humano. é uma das peças... curioso... acabei de me aperceber que os meus modos de operação correspondem às peças da felicidade...
:)
Wednesday, November 14, 2007
inertial dampener...
Esta música cria um campo exótico à minha volta, reduz a inércia das coisas... pergunto-me se possui gravidade repulsiva...
Tuesday, November 13, 2007
42
vivemos num universo com sentido de humor...
por exemplo, pensa num electrão. quando não olhas para ele, veste-se de onda e faz as coisas estranhas que as ondas fazem, como passar pela janela, pela porta e pela chaminé ao mesmo tempo, atravessar paredes e usar cabelo espetado. mas se olhas para ele, imediatamente se comporta como uma partícula betinha, que faz exactamente o que esperas dela, passa pela porta e usa cabelo certinho. este é um mistério incompreensível para os seres humanos até hoje. os seres humanos (auto proclamados) normais, claro, porque é óbvio para o resto que os electrões são do Bloco de Esquerda. qualquer electrão tem direito a se auto afirmar e ter a sua privacidade, dizem eles. como a lei humana é omissa neste ponto, os electrões nos nossos corpos gritam desalmadamente para o pobre electrão no laboratório e ele faz greve em sinal de protesto.
Há quem diga que no dia que a lei contemplar os direitos dos electrões vamos finalmente perceber a Mecânica Quântica, descobrir uma Teoria Quântica da Gravitação e saber a pergunta para o Significado da Vida, do Universo e de Tudo.
Entretanto, temos o pão com banana e manteiga de amendoim.
por exemplo, pensa num electrão. quando não olhas para ele, veste-se de onda e faz as coisas estranhas que as ondas fazem, como passar pela janela, pela porta e pela chaminé ao mesmo tempo, atravessar paredes e usar cabelo espetado. mas se olhas para ele, imediatamente se comporta como uma partícula betinha, que faz exactamente o que esperas dela, passa pela porta e usa cabelo certinho. este é um mistério incompreensível para os seres humanos até hoje. os seres humanos (auto proclamados) normais, claro, porque é óbvio para o resto que os electrões são do Bloco de Esquerda. qualquer electrão tem direito a se auto afirmar e ter a sua privacidade, dizem eles. como a lei humana é omissa neste ponto, os electrões nos nossos corpos gritam desalmadamente para o pobre electrão no laboratório e ele faz greve em sinal de protesto.
Há quem diga que no dia que a lei contemplar os direitos dos electrões vamos finalmente perceber a Mecânica Quântica, descobrir uma Teoria Quântica da Gravitação e saber a pergunta para o Significado da Vida, do Universo e de Tudo.
Entretanto, temos o pão com banana e manteiga de amendoim.
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